Luz no meio da escuridão: 4 benefícios que a Orientação de Carreira pode oferecer em um processo de recolocação

Fonte da Imagem: updateordie.com
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Em momentos de crise econômica e instabilidade política como o que estamos vivendo, onde se proliferam notícias sobre o desemprego crescente e a inerente dificuldade em se manter negócios, clientes e projetos, é provável que ou você esteja passando por um processo de recolocação ou esteja ao menos pensando sobre(e temendo) esta possibilidade.

Pensamos em alguns aspectos importantes desse momento delicado para qualquer pessoa e dividimos aqui com vocês 4 benefícios que um processo de Orientação de Carreira pode oferecer para quem esteja se recolocando ou refletindo sobre esta situação.

  1. PONDERAÇÃO: Você pode fazer como boa parte da população e deixar para avaliar as alternativas e (re)fazer os planos relativos à ocupação apenas se (e quando) uma demissão bater na sua porta. “Afinal, sofrer por antecedência causa gastrite e não resolve nada!” — diriam alguns. Mas saiba que além de poder contar com a sorte ou a proteção dos otimistas, você certamente aumenta suas chances de vencer o jogo da empregabilidade se souber as regras e conhecer o campo e seus adversários. Como vão as finanças da empresa? Como vão as empresas concorrentes? Quais áreas tem recebido investimento interno? Qual o meu papel atual e projeção de crescimento na visão da empresa? Há possibilidades de movimentação interna? Qual a procura por profissionais como eu no mercado? São algumas perguntas que você deve se fazer sempre para acompanhar as tendências relativas à sua realidade profissional. Em um processo de Orientação de Carreira, esses questionamentos são potencializados pela troca de informações, pelos direcionamentos dos facilitadores e pela rede ampliada de contatos — networking, favorecendo uma visão mais realista, abrangente e de longo prazo na hora de você fazer seu (re)planejamento de carreira.
  2. VALORIZAÇÃO PESSOAL: Saber identificar o seu papel específico nas atividades que você realizou profissionalmente é de suma importância para o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Discernir com crítica o que foi mérito seu, o que você ajudou a produzir e o que apenas acompanhou nas mudanças organizacionais te ajuda a resgatar o protagonismo na sua carreira. Responsabilizar-se pelos riscos que assumiu nestas atividades, reconhecendo os erros e os acertos que vivenciou ao longo da sua experiência te torna um profissional mais maduro e confiável tanto em uma avaliação interna quanto em um processo seletivo externo. Ter consciência das habilidades e conhecimentos que você domina, do seu jeito especial de resolver problemas e das suas características que costumam ser um obstáculo no seu dia a dia profissional é imprescindível para uma apresentação de impacto (para usar uma expressão do famoso “marketing pessoal”). Quanto melhor você conhece seus diferenciais, aquilo que te torna único, melhor você se expressa e maiores são as chances de você “convencer” seus interlocutores de que você agrega valor àquela posição/área/empresa. O acolhimento inerente ao processo de Orientação de Carreira, as identificações que nascem entre os participantes de um trabalho em grupo, os instrumentos de resgate e valorização da história pessoal, dentre tantos outros recursos especializados, fazem desta prática uma “injeção” de autoconhecimento (“Uma maravilha para a autoestima, a pele e o cabelo!” — diria a minha tia… rsrsrs)
  3. PROTAGONISMO: Entender como você escolhe é fundamental: Porque você chegou onde chegou? Quais os fatores determinantes para isso ter acontecido? Quais os SIMs e os NÃOs que você disse para as situações que lhe foram apresentadas? Como costuma decidir? O que você valoriza, o que despreza, o que aceita sem pensar, do que tende a gostar e desgostar? Por maior que seja a força de uma situação externa a nós, sempre nos posicionamos e escolhemos entre nadar ou ser arrastado pela correnteza. Um processo de Orientação de Carreira é um trajeto de empoderamento: as reflexões orientadas convidam ao fortalecimento da autonomia e da capacidade de tomar decisões e agir de forma consciente e responsável. Favorece, assim, que você se aproprie das circunstâncias que o cercam para escolher conforme seus valores, propósitos e condições; favorece ainda a invenção de novas atitudes que vão além da resiliência e motivação tão recomendados na “luta” por um objetivo.
  4. PLANEJAMENTO: um contexto de crise coloca em xeque a suposta segurança que momentos de estabilidade conferem aos empregos e trazem uma certa urgência para desengavetar aquelas ideias de abrir seu próprio negócio, de voltar para a vida acadêmica, de prestar um concurso, dentre tantas outras que nos parecem bastante distantes quando estamos em uma situação mais estável. Um processo de Orientação de Carreira tem como objetivo te munir de opções executáveis no mundo: ter um projeto que te guie em suas decisões e te permita mudar de rota quando possível é um dos maiores benefícios da prática.

O que você pode estar se perguntando agora é: neste mesmo cenário, devo investir meu dinheiro num processo como este ou fazer economias? Avalie o quanto você consegue sair sozinho do círculo vicioso de envio aleatório de currículos: insistir em soluções repetitivas é um indício de que você pode estar precisando de ajuda. Outro erro comum é o profissional desempregado pensar em “aproveitar seu tempo livre” fazendo uma atualização ou capacitação técnica. Conhecimento pode ser uma vantagem competitiva na disputa por uma vaga, mas saber onde você quer chegar pode inclusive ser uma forma de evitar gastos desnecessários com cursos e treinamentos “da moda” e ir atrás daquilo que realmente faz sentido para você, neste momento da sua vida (Como dizem nossos amigos da Biz.u: VC > CV). É sempre necessário elencar as prioridades financeiras, claro. E lembre-se: negociar é preciso. Tanto você quanto a empresa ou profissional que oferece o serviço estão navegando no mesmo mar revolto. As palavras-chave são pesquisa e ajuste.

Marina Botteon Bergamaschi fez Psicologia, Licenciatura e Especialização em Orientação Profissional e de Carreira, todos na USP. Atuou em consultório particular, escola, hospitais, consultorias e empresas nacionais e multinacionais. A vivência clínica em terapia Junguiana e Coaching e a experiência organizacional em Recursos Humanos, proporcionaram um olhar humanista que se uniu à paixão por escrever para criar este e outros textos.

Adriana Ricci é psicóloga especializada em Orientação Profissional e de Carreira pela USP, Coach pela SBC e Psicanalista pelo IPLA. Possui sólida experiência em Recursos Humanos, sempre ligada aos processos de vanguarda em desenvolvimento e gestão de pessoas de grandes empresas multinacionais, além de atendimento particular em orientação profissional e de carreira.

Ambas são fundadoras da Trid, empresa apaixonada por trabalho e identidade.

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