Não se guie apenas por testes vocacionais

Entenda por que eles são só a ponta do iceberg

Quando se fala em tomar decisões sobre em qual carreira investir ou como saber qual profissão escolher, a maior parte das pessoas logo pensa no teste vocacional como um elemento revelador, capaz de entregar a chave de uma porta fechada ou resolver um enigma complexo da personalidade humana. No entanto, o teste de vocação é limitado.

Apesar de muitos profissionais trabalharem com essa ferramenta, é incomum que usem apenas ela para se orientar e ajudar as pessoas, pois os testes vocacionais não vão dar respostas completas, claras, objetivas e concretas, como muitas vezes se espera. Os testes podem avaliarsuas aptidões, características, mas cada pessoa pode usá-las em diversos tipos de carreiras ou tê-las e nem querer utilizá-las. A questão é: onde a pessoa deseja usar suas habilidades? Por exemplo, alguém que tenha a habilidade de ouvir os outros, pode utilizá-la escolhendo ser um terapeuta, pesquisador de mercado, jornalista, assim como pode optar por uma profissão que não utilize essa habilidade.. O mesmo acontece com aqueles que passam a vida escolar tirando boas notas e ouvindo que  é bom em matemática, mas não necessariamente deseja trabalhar com isso.

Assim, os testes podem, na verdade, auxiliar no processo de autoconhecimento — que pode ocorrer por outros meios, inclusive, sem o uso de testes —  tanto para quem quer mudar de carreira quanto para quem pretende começar uma, ou ainda para aqueles que desejam se conhecer mais. Assim, apesar de ser uma ferramenta possível possível de ser utilizada, os testes de aptidão não resumem o trabalho da Orientação Profissional (OP), pois ela não tem como foco avaliar apenas as aptidões e interesses do cliente. Isso faz parte do processo, mas o foco é trabalhar com o desejo do profissional que procura ajuda e com a construção de estratégias que possibilitem sua realização.

Há inclusive, diversas críticas a respeito dos testes vocacionais. Uma das principais é que, geralmente, os testes são usados sem seriedade e fora de um contexto, principalmente em revistas, feiras de profissões e sites. Outra crítica é que um teste, aplicado de maneira isolada, não responde muitas dúvidas ou a questão da escolha profissional.

Na TRID, por exemplo, há um foco em compreender qual o desejo do cliente, saber quais são suas aptidões, interesses, — afinal, as pessoas costumam ser boas em muitas coisas e desempenham bem diversas profissões — habilidades, qual a história da pessoa, quais eventos dessa história formaram suas características pessoais, valores etc. Assim, revisitando e refletindo sobre essa história, a TRID propõe que a pessoa reflita o que é importante e o que ela deseja levar e construir para seu futuro. Mas de nada adianta rever essa história, refletir o que é importante pro cliente, o que faz sentido pro futuro da pessoa, o que ela deseja construir profissionalmente, se tudo isso ficar só no campo do sonho, das ideias, dos planos. Por isso, a TRID ajuda o cliente a criar um projeto profissional, que vai testar e informar cada uma das possibilidades que a pessoa está pensando de forma integrada a outros aspectos da vida dela, o projeto irá avaliar riscos, sacrifícios, custos e constrir uma estratégias que torne a realização do desejo possível.

Muita gente acharia ótimo se os testes vocacionais pudessem garantir qual área profissional as fariam felizes e realizadas, mas a verdade é que os conflitos profissionais são amplos e raramente podem ser resolvidos simplesmente pela avaliação de testes.  Um processo de orientação profissional sério irá  avaliar características da personalidade, ideias que a pessoa possui e afazeres com que se identifica, mas não para por aí. Além disso, também irá possibilitar a construção de um projeto profissional o qual avaliará quais são as  possibilidades no mercado coerentes com o desejo do cliente, quais são as suas condições, , as possibilidades sociais e financeiras de cada cliente, a disponibilidade de tempo, as condições de investimento e o que cada um quer alcançar com a sua escolha.

Dessa forma, em nossa perspectiva, testes vocacionais servem como instrumento, mas não são um fim em si mesmos para um processo de escolha profissional. Eles são apenas a ponta do iceberg, mostrando apenas uma parte de tudo o que deve ser avaliado. O que quase ninguém sabe sobre eles é que muitos não possuem validade científica, ou seja, não atendem aos requisitos de precisão exigidos pelos órgãos fiscalizadores da Psicologia Por isso, se alguém pretende checar se o teste a ser realizado é sério, o primeiro passo é procurá-lo no site da SATEPSI, responsável por avaliar a validade do teste vocacional profissional, dentre outros, no Brasil. Já para aqueles que perceberam que não basta procurar qualquer ajuda ou se prender a testes que encontra na internet, vale a pena procurar a TRID ;)

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